Macacadas

Nampula, Café Carlos (o bar/restaurante mais cool cá do sítio), com direito a macacada e tudo.


ps: tenho um plano secreto. um dia levo comigo um alicate e liberto o pobre xiquito.












é um blog muito bom sim senhora!

O Solo diz que este "é um blog muito bom sim senhora!". O 5minutes agradece a distinção.
Há blogs cheios de prémios, outros sem nenhum. O 5minutes enquadrava-se até agora, na categoria dos não premiados. Posto isto, continuo sem saber o que pensar sobre prémios bloguistas.
A única ideia que me ocorre é que prontossss... o Solo deve vir aqui de vez em quando e gosta. Solo obrigadinha pah...

Agora diz que tenho que nomear outros 7 blogs. Mais... têm que ser 7 blogs onde já tenha deixado o meu comentário. Ena... ando tão preguiçosa para escrever como para comentar nos blogs de eleição. Leio muitos, todos os dias passo por alguns e portanto esta cena de ter de escolher 7, tem o que se diga. Mas aqui vai:

Daaassseee...
Não compreendo as mulheres
A mulher do próximo
Nabisk
Sorrisos em alta
O Pinoka
O blog dos marretas


Agora diz que há regras a cumprir (atenção nomeados isto significa também trabalho):
1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;
2 - Só e somente se recebeu o “É um blog muito bom sim senhor” deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

Declaração de Amor

Uma amiga minha, portuguesa e tal como eu a trabalhar em Nampula, recebeu a seguinte sms, proveniente de um funcionário da empresa dela:

"Paula seu eugenio gosto munto de tim i tiamu mas u meu gosto nahe para tiadrabari e um gosto serio talves tes muintos colaboradores discuparmi e gosto qui tenho"

Perceberam?
Não?!
Eu ajudo....

"Paula, sou eu o Eugénio. Gosto muito de ti e amo-te, mas o meu gostar não é para te aldrabar. É um gosto sério. Talvez tenhas muitos colaboradores. - (sinceramente esta, nem eu percebo) - Desculpa este meu gosto." - (mais ou menos isto) -.

ps: Pronto, lá tive que vir escrever. Não podia deixar passar esta.

Sete cenas

Depois de tanto tempo sem escrever....


  1. Estou bem.
  2. Atropelei um ciclista. Sendo a bicicleta um meio de transporte popular por estas zonas... Vinha eu de regresso da plantação e a uma velocidade de 60 km/h, e eís que me aparece um senhor de bicicleta a atravessar em "sprint" a estrada de um lado para o o outro. Impossível evitar, mas jesus cristinho ajudou-me e consegui não o matar. A culpa não foi minha e até a polícia concordou. O senhor sobreviveu. Stress ultrapassado, problema resolvido.
  3. Roubaram-me o espelho retrovisor esquerdo do carro. Isto à frente de um segurança, funcionário de uma empresa de segurança, que supostamente guarda o lugar onde trabalho. Segurança?!?! Népias!!! Fiz uma participação. Logo se vê.
  4. 1000 meticais, ou seja cerca de 40 dólares, ficaram por engano esquecidos em cima de uma mesa, num restaurante, onde almoço com os meus colegas há mais de um mês, todos os dias. Ninguém viu, nínguem sabe de nada. Lá fui eu reportar à gerência. Aguardam-se resultados.
  5. Dormi Domingo na casa que a minha empresa tem em Monapo. Segunda-feira acordei para descobrir que o guarda da mesma casa me tinha roubado o telemóvel durante a noite. O telemóvel foi recuperado. O tal do guarda quando me viu chegar hoje com a policia à porta da casa dele, desapareceu a correr no meio do mato e nunc a mais ninguém o viu. A policía prendeu a mulher dele. Diz que assim não precisam de ir atrás dele. Ele há-de acabar por se apresentar. Amanhã passo por lá para saber se assim foi.
  6. Fora esta animação toda, tem sido só trabalho. Muito, muito trabalho!
  7. Têm sido um dias... uhhhh ahhhh... Tasse!!! Tasse!!! I will survive!

Bom dia

Acabo o meu dia agora. São 22h30 e estou acordada desde as 6h. Os meus dias têm sido assim, trabalho, trabalho, trabalho. Dos meus dias, nada tenho a dizer. Não me apetece escrever. O facto de estar só e aqui, retem-me da escrita. Porque sei que ao forçar-me a tal transmitirei um sentimento de insatisfação que em pouco corresponde à verdade. Porque estou aqui, em África, em Moçambique, sozinha, as coisas não são tão fáceis. Mas também... não são tão dificeis. O que sinto, é nem mais nem menos, falta de com quem falar. E não é fácil. Amigos de Portugal, estão longe de saber o que sinto. Família, não quero de todo que se preocupem com nada. E não sei se tristemente ou alegremente, hoje dei por mim a acordar alguém às 7h da manhã em Portugal. Só porque precisava de falar, só porque essa pessoa era a única capaz de me ouvir e saber o que estou a sentir. Só porque essa pessoa, por muito diferente que seja, é capaz de ser tão igual a mim. Só porque falar com ela transformou o meu dia em algo muito melhor. Sinto tanta falta de pessoas iguais a mim. Muita falta mesmo. À amiga que me ouviu às 7h da manhã e durante mais de uma hora... saudades. Saudades de te ter aqui comigo. Contigo falei de tudo.

Casa



Ñick's zinhos do msn(3)

"Sê feliz! A vida continua a seguir a... ontem".

So far

Ou estou a ficar mesmo cota ou estou com uma pseudo-depressão nostálgica, mas o facto é que estou a passar uma tarde "daquelas" a ouvir música. E os apetites musicais... Dire Straits. Entre outras coisas diz o Sr. Mark Knofler e muito bem:

See you been in the sun and I've been in the rain
And you're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see

É isso. Com o passar dos anos vai-se ficando assim.

Do Not Disturb

Ela teve um daqueles dias de "não me chateiem". Andou atarefada e a trabalhar mas resolveu tirar uma folga espiritual e não se preocupar mesmo com nada. Emails, ler, responder - automático. Telefonemas, falar rápido e toca a despachar. Tudo à queima-roupa para não deixar ninguém entrar. Nos poucos momentos em que esteve acompanhada, não se conseguiu concentrar. Escutou as pessoas, mas não se esforçou à interacção, reduzindo inconscientemente o tempo de companhia.
-"Hoje quero estar em paz (pensou). Nada me vai conseguir chatear".
Chegara o seu dia de descanso. À multidão de vozes, de pensamentos e de pessoas que o dia-a-dia lhe trás, ela só pede uma trégua: um grande minuto sozinha.

Eh pah poupem-me!

Deixar o msn ligado quando se sai para trabalhar tem as suas consequências. Um amigo deixou-me a seguinte mensagem:


XXXXX said:
ola sylvia

XXXXX said:
como vais por ai ?
XXXXX said:
nessa foto dava te 19 aninhos ... o brasil ta a fazer te bem beij


Hmmmm! Lá os "19 aninhos" até que sabe bem ouvir. Agora...ooooo Brasillll?!?!?

Pergunta(4)

Porque se diz o que não se sente?

Crianças de Moçambique

É-me dificil escrever. Não sei se consigo fazê-lo bem, não sei se consigo ser justa para com as crianças que visitei nestas duas últimas semanas.
Estou felizmente envolvida numa empresa que não tem só interesses comerciais. Tem também preocupações sociais. Sem ambições demagógicas de querer mudar o mundo, comecei a trabalhar no projecto social que (espero) mudará ao menos a região onde teremos a nossa exploração agrícola.
Reuni-me com as autoridades locais e ouvi.
Ouvi com atenção enquanto me descreviam as necessidades extremas. Pedi uma visita ao terreno. Para mim é primordial a educação e a saúde e no dia a seguir lá partimos, para o que foram, ao mesmo tempo, os dias mais belos e ao mesmo tempo mais tristes da minha vida.
Nada do que me foi descrito e do que imaginei, me preparou para o que encontrei.
Resumo-me à minha insignificância. Queixo-me muitas vezes e ao ver o que vi, nem sei bem porquê.
Encontrei crianças com vontade de aprender, de ser mais. Sentadas em paus e pedras. Sem água e sem luz. Sem instalações sanitárias. Sem comida. Com um tecto a cobrir a cabeça que só surte efeito se não chover. Sem nada, mesmo nada, além de um lápis, o livro de distribuição gratuita e uma grande força e um brilho no olhar de quem não sofre pelo que nunca teve.
Apesar de terem tão pouco, ensinaram-me muito. Estou grata por esta experiência. Estarei empenhada em dar tudo de mim, por pouco que seja, o meu trabalho, para estas crianças.
A diferença entre uma barriga cheia e uma barriga vazia, acertaram-me de forma fulminante.
(Distrito de Monapo - Província de Nampula)









Olhar para fora


Ela

Ela sabe que a vida lhe pertence.
Depois de vaguear por aqui e por ali, encontrou-se.
Teve que nascer, morrer, aprender, renascer e viver.

Sumo de laranja

Eu: Boa tarde. Tem sumo de laranja?
Ele: Laranja??? Tenho maçã, manga e sumo de mistura.
Eu: Sim. E laranja tem?
Ele: Laranja??? Não tem. Mas tem ananás, manga, papaia, banana...
Eu: Não. Não é fruta. Sumo???
Ele: Sumo??? Não. Quer dizer sim. Maçã, manga e mistura.
Eu: Então não tem sumo de laranja?
Ele: Sim.
Eu: Sim???!!! Espere lá tem ou não tem?
Ele: Sim... quer dizer... não.


(eu a pensar... ai jesus cristinho me valha)


Eu: Espere... vamos começar de novo... Eu pergunto e o senhor só me responde... sim ou não. Ok?
Ele: Sim.
Eu: Tem sumo de laranja?
Ele: Tem maçã, manga e sumo de mistura...



(eu a pensar... ai.... aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii)


Eu: Olhe... esqueça, traga-me uma água. Garrafa de água... águuuuuuuua, fresca.... freeeeeeessscaaa. Ok?
Ele: Grande ou pequena senhora?
Eu (já em desespero): Tanto faz. Escolha o senhor.


Conversa com um empregado de mesa, num café em Nampula.

Da janela do meu quarto


Nampula - Moçambique

Rio

Sem tempo
Corro
Como o rio
Desacompanhada
Em compasso
Sigo o ritmo
Trespasso
O tempo
A vida que corre
Acelerada
Persigo
Consigo
Espaço
Quero ser
Correr
Viver
Como o rio

Monte dos Nairucus, Nampula









LAM... Lamentável Angustiante Moçambique(2)

Sem mais palavras, aqui fica o elevador do Hotel Moçambique na Beira onde ficaram hospedados os passageiros do vôo 4006. A LAM mais uma vez no seu melhor, querendo dar o melhor de si aos seus passageiros.

Arte no painel

Alcatifa encantadora no chão

Ventilação natural no tecto

LAM... Lamentável Angustiante Moçambique

Sexta feira passada, dia 18 de Janeiro, dirijo-me ao aeroporto de Maputo cerca das 18h para viajar para Nampula. A viagem demora por norma, 2 horas e 50 minutos, com uma escala de meia hora no aeroporto da Beira.

Chegada ao aeroporto, faço o o check-in e fico (como é hábito) à espera que o avião que me vai levar a Nampula, chegue.

Uma breve explicação para que compreendam este fenómeno: os aeroportos em Moçambique, assemelham-se às paragens de autocarros (em Portugal por exemplo). Chegam, lá de onde vêm, atestam de combustível e passageiros e toca a andar, numa versão "non-stop". Isto já por si é assustador. Saber que estes aviões são do tempo da outra senhora... enfim... a chamada roleta-russa sem arma.

Adiante...

O meu avião (como é hábito), chegou meia hora atrasado. Com a paragem necessária para abastecimento de combustível e ao que parece uma espécie de manutenção, fomos chamados para embarcar com uma hora de atraso.

Quando ia a entregar o meu bilhete a senhora hospedeira de terra estabelece comigo o seguinte diálogo:
Ela: "A senhora tem o lugar 16B?"
Eu: "Sim, tenho."
Ela: "Queria pedir-lhe um grande favor. Esta senhora e este menino foram colocados no cockpit mas não são permitidas crianças lá. Tou a pedir se pode trocar com eles, só até à Beira?"
- Isto enquanto a senhora e a criança olhavam para mim com um ar desesperado de como quem vai ficar em terra.
Eu (que tenho mania de se armar em boazinha): "Está bem, eu troco".

Neste processo foi envolvido ainda outro passageiro e lá seguimos os dois para o cockpit do avião.
A todos que acalentam o sonho de viajar na cabine com o piloto aviso já que o espaço é reduzido e a cadeira nada confortável. Além disso, é frio que se farta e tive que aprender a usar uma máscara e conseguir fazer o procedimento necessário com a mesma em caso de emergência.

Foi tipo um mini ensaio, em que me disseram que se o comandante sacasse da sua máscara, eu teria três segundos, para fazer o mesmo.

Ora... três segundos não me pareceu muito tempo mas nem me atrevi a perguntar o que aconteceria se eu demorasse um segundo a mais.

(pensei) - Pronto, deixa lá curtir esta cena então. Olha tantas luzes e botões que giro!!!

Os pilotos fazem lá as cenas deles e toca de arrancar. Eís que estamos já no fim da pista, prestes a levantar vôo, quando umas luzes acendem e soam uns apitos. O senhor comandante diz para o co-piloto: vamos abortar isto.

(pensei) - Vamos abortarrrrr o quê?!?!? Oh cum caraças!!! As luzes acesas dizem "low oil level" e são uma data delas. Bolas, mas por que raios aceitei eu vir aqui?!?!

Voltamos para trás e ficamos todos dentro do avião enquanto a equipa de manutenção tenta reparar o raio das luzes.

45 minutos depois dizem que está resolvido e vamos seguir viagem. Lá vou eu para a cabine, outra vez. Nada descansada e já sem achar piada nenhuma à coisa.

Fazemos a viagem até à Beira e à excepção de uma das luzes ainda dizer "low oil level", correu tudo bem.

Na Beira, sai-se sempre do avião por meia hora, para sairem os passageiros que ficam por lá e para entrarem outros.

Ligo ao meu colega a dizer que dentro de 45 minutos pode ir para o aeroporto em Nampula esperar por mim.

E agora vem o resto do pesadelo que vou tentar relatar de forma abreviada para não maçar nínguem.
  1. Entramos no avião e seguimos para Nampula.
  2. Chegados lá, o senhor comandante diz que não podemos aterrar devido ao mau tempo. Temos de voltar para a Beira.
  3. Chegados à Beira, também não podemos aterrar devido à chuva tropical intensa. Temos de ir para Quelimane.
  4. Em Quelimane, dizem-nos para sair do avião e deixam-nos em terra. Sem nada para comer ou beber, ficamos ali cerca de 2 horas sem nos dizerem nada. Por essa altura já todos os passageiros tinham contactado com Nampula, de onde vinha a informação de que já não chovia e que sim, a chuva foi forte mas só demorou meia hora.

Por volta das 4h da manhã, mandam um dos assistentes de bordo falar com os passageiros. Depois de tanta espera, a LAM decidiu que vamos entrar todos no avião, apanhar uns passageiros na Beira e voltar para Maputo.

O QUÊ?!??!?

Isso mesmo. Estamos a meia hora do nosso destino e querem-nos levar 2 horas para trás de volta a Maputo.
Foi a confusão total. As pessoas gritavam e todos se recusaram a entrar no avião. Queriamos ir para Nampula, mas ao que parece a LAM estava pouco se lixando para isso. Com apenas dois aviões para serviço, um dos quais parado com este embróglio, a vertente comercial é para eles mais importante e pouco importou o facto de a bordo estarem cerca de 15 crianças, metade das quais viajava sózinha.

Como nos recusámos a voltar para trás. A LAM, através do seu pessoal de bordo, resolveu dizer que iriamos então até à Beira, onde providenciariam um hotel para descansarmos até resolverem a nossa situação.

Com este argumento, conseguiram que todos os passageiros entrassem no avião.

Mas a LAM mentiu. Chegados à Beira, dizem aos passageiros originários de lá para sairem, sobem outros passageiros a bordo e dizem que vamos para Maputo.

Passei-me. E perante o ar de “quero que se lixe” do pessoal de bordo a todas as perguntas que eram feitas, exigi sair do avião. Estava farta e cansada de tanta falta de profissionalismo e desrespeito pelos que dão dinheiro a ganhar à LAM.

Às 6h da manhã de Sábado e quase doze horas depois de ter iniciado esta epopeia, eu já nem queria saber de Nampula. Queria mesmo era descansar.
Saí mesmo do avião, eu e mais outro português, o Daniel.

Infelizmente o povo moçambicano é pacato e sereno e aceitaram voltar a Maputo, onde ao que sei tiveram que esperar sentados no aeroporto até às 14h para viajarem de novo para Nampula. Haja paciência!!!

Eu e o Daniel e os passageiros originários da Beira, fomos para o hotel e dormimos. Acordámos, almoçámos e vimos um pouco da Beira. Ao menos descansámos.
Foi o melhor que fizemos pois o vôo das 20h30 que nos devia levar a Nampula, só veio à 1h de Domingo, com a notícia de que ainda iríamos à Beira, buscar outros passageiros retidos.

Chegada a Nampula às 3h da madrugada.

Desculpem-me o português... mas puta que pariu a LAM.

E o que me irrita mais nisto, é que não me resta alternativa a não ser continuar a voar com esta espécie de companhia aérea.

Por terem o monopólio do mercado e além de serem uma bela porcaria, praticam os preços que querem (o meu bilhete ficou em 14.000 meticais, qualquer coisa como 560 USD ou 400€), para prestar esta bela merda de serviço.

O vôo em questão era o TM 4006 com partida Maputo às 19h20 e chegada a Nampula às 22h10. O avião é mesmo este da foto.


A LAM que me aguarde, que isto não fica por aqui.

Acho que é mais ou menos... nada

A vida não pára.

Segue, enquanto perdemos tempo.

Enquanto o gastamos sem saber porquê, sem saber como.

Acontece uma vez vez, acontece duas vezes, acontece...

E quando damos por ela, aconteceu mais uma vez.

De tudo o que poderia ter acontecido...

Nada.

Das perspectivas iniciais...

Um grande hiato.

O que por si não é mau, nem é bom...

Não é nada.

Sigo em frente.

Será que o defunto percebe?

A um "defunto" que hoje apareceu na minha vida dedico estas linhas.

Porque diz que diz, que ressuscitou e vai daí... pensa que está vivo.

O defunto esquece-se que na terra dos vivos, os "mortos" não opinam, como tal a sua opinião para mim não existe.

Porque sei que o defunto vem aqui gastar cinco minutos de vez em quando, deixo-lhe também uma foto...


Tudo em respeito à sua memória ehehehe.


Conversas com o sexo oposto(7)

Eu: Não aguento mais, estou cheia de sono e cansada. Vou-me deitar.
Ele: Eu também vou dormir. Também não aguento mais.
Eu: Também estás cansado?
Ele: Não. Estou com gases.

Calma

Chove sem parar. O som da chuva é intenso e entra dentro de mim. Um grilo, uma ave que não reconheço, fazem-se notar no meio de uma grande chuvada.
Não sei (penso). Estou aqui. E a calma que impera dentro de mim é por demais estranha.
Passei por aquela época meio estupída do Natal e Fim-de-Ano. Passei por ela sozinha.
Senti falta dos "meus", mas estranhamente, estou calma.
Tristeza, angústia, ansiedade, parecem-me agora, coisas do passado.
Hoje, enquanto fazia os cerca de 100 km que separam Nampula de Monapo, começou a chover. Passaram entretanto 5 horas e a chuva não pára de cair.
Enquanto na estrada, senti. Dito assim parece estranho, mas o facto é que aqui me sinto a sentir. Aprecio cada momento e neles reconheço a vontade de crescer, de viver. O céu coberto de nuvens negras mas vislumbra-se um arco-irís.
Sei lá... ligo este momento a tantos da minha vida, onde só conseguia vislumbrar negritude à minha volta.
Aqui, a natureza ensina-nos. Se calhar em Portugal também, mas lá nunca o consegui perceber. Aqui tudo é natural. A vida acontece. Sente-se, cresce-se, vive-se, sem esforço. Sem ter nada a temer.
Andei meses a falar sobre o tempo e sobre a forma como ele decorre em África. Agora noto em mim que essa preocupação não mais faz sentido. Estou atenta a tudo o que se passa à minha volta e não deixo passar nada despercebido. Absorvo.
Noutros tempos, o arco-íris no meio da tempestade estaria lá, e eu passaria por ele sem o ver. Olharia, mas não o veria.
A imagem que retenho na mente, que me fez pegar na máquina e fotografar, fez-me também pensar em todas as coisas que deixamos passar, sem realmente disfrutar.
Tanto me faz falta agora, os meus filhos, a minha família, os amigos e no entanto... estou calma. A vida não é perfeita, mas sei agora, que tenho os meus arco-irís.
Estou calma, porque agora sinto. Porque África ensinou-me isso.

(foi assim que dei por mim, no primeiro dia de 2008)


Nós sabemos o que se passa na tua cabeça...

Num país onde a taxa de natalidade é de 44,4% e a taxa de HIV/Sida é de 16,2%, convém realmente pensar direito e usar o tal de "JeitO".

Peixe, pesca, pescador...

É assim que eu vivo.

Desejos

Diz que era o último dia do ano e a gaja estava com desejos... Uhmmm que bem que soube!

Pemba Camping Style

Pemba Beach Barraca's

Pemba Beach Hotel

Não me parece uma boa ideia

Sim, são casas e vivem lá pessoas.
Sim, são cabos de alta tensão.

Rochedo da Foca

A natureza tem destas coisas, ou então sou eu que tenho destas coisas...
Por mim está baptizado... é o "rochedo da foca" e fica na estrada de Nampula, como quem vai para Monapo, ou para o Namialo ou para Pemba.